Eles foram construídos especialmente para o torneio pela alemã Caro, considerada a melhor fornecedora desse tipo de equipamento no mundo.
“O peso e a qualidade dos obstáculos podem determinar o resultado de uma prova”, afirma Beck. “Por isso, precisamos do que houver de melhor nesse campo.” O mesmo motivo incentivou Doda e Beck a “importarem” os serviços da Sports Computing Grafics, cuja vocação (acredite) é gerir a cronometragem, a ordem de entrada dos competidores e a premiação.
Nem mesmo as cocheiras da Hípica Paulista ficaram de pé ante a fúria de organização de Doda e sua equipe. As baias feitas de plástico rígido e estrutura de metal (muitas delas enferrujadas) cederão lugar a divisórias de lona – a mesma utilizada pela Petrobras para conter o vazamento de óleo no mar. Ultraresistentes, elas suportam coices dos cavalos sem se romper, evitando contusões nos animais. A serragem, 100% esterilizada, que cobrirá os estábulos chegará em pacotes (e não a granel), o que elimina a possibilidade de pregos e lascas de madeira. Esse arsenal de cuidados tem como objetivo atender aos requisitos da FEI. “Qualquer deslize pode tirar o Brasil das próximas edições do Global Champions Tour”, afirma Doda. O contrato firmado com o holandês Tops garante a realização do torneio em 2008 e 2009.
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"Vamos trazer cavalos avaliados em US$ 60 milhões por aviões”
ANDRÉ BECK Diretor da Sportcom, responsável pela organização do evento |
A organização esmerada também tornou-se um chamariz para as empresas interessadas em marcar presença no evento. “É um público de alto poder aquisitivo que circula em torno do hipismo. As companhias podem fazer disso uma plataforma de relacionamento”, afirma Daniela Zurita, responsável pelo marketing do evento. Mais de 15 marcas de primeira linha, entre elas Santander, Gerdau, Suvinil, Blue Tree, Mitsubishi e Embraer, estarão presentes nos cinco dias de torneio. A Embraer colocará um Phenom 300 em exposição. A Daslu desenvolveu uma coleção exclusiva para o Athina Onassis International Horse Show, cujas peças serão vendidas somente na Hípica durante a realização do concurso. Amir Slama, da Rosa Chá, promete uma surpresa para a ocasião. “Mais de 3,5 mil pessoas circularão por dia na Hípica”, afirma Daniela. “É uma oportunidade para as empresas falarem diretamente com um público seleto.” Segundo ela, o hipismo está vinculado a nomes de prestígio tanto na esfera esportiva como na corporativa. João Roberto Marinho é um praticante do esporte. Jorge Gerdau Johanpeter, também. Rodrigo Pessoa, medalha de ouro em Atenas, fará uma apresentação no primeiro dia explicando as regras do esporte, desconhecidas para a maioria dos brasileiros. “O Brasil mostrará sua capacidade de organizar eventos desse porte”, diz ela.
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Fotos: arquivo Isto É
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