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Na Imprensa
World Sports é destaque em Blog de André Kfouri

Redação Soccer System
29-03-08 às 16h24m


Jornalista entrevista Roberto Gomide em seu Blog oficial no Diário Lance!


Roberto Gomide faz gramados esportivos.

É presidente World Sports, empresa que lidera esse mercado no Brasil.

Pense num campo de futebol, e Gomide provavelmente estará envolvido ou na construção ou na manutenção.

Para quem gosta do assunto, nossa conversa:


Blog do AK: Em quantos estádios brasileiros sua empresa está presente?

ROBERTO GOMIDE: Em cerca de vinte projetos. Entre eles, Vila Belmiro, Arena Barueri, Arena Joinville, Bruno José Daniel, Pacaembu, Palestra Itália, Anacleto Campanella, o CT do São Paulo em Cotia, os CTs do Pão de Açúcar e do Sendas, além do campo do Miami FC. Também trabalhamos fazendo manutenção de gramados que não foram feitos por nós, como no Estádio Olímpico e no Beira-Rio, em Porto Alegre. Lideramos esse segmento no Brasil.

Blog do AK: Chama-se “Bermuda” a grama que é mais usada em gramados no Brasil, certo? Por que ela é a campeã de audiência?

RG: Em climas como o nosso, de calor, a Bermuda é uma grama que tem um padrão de crescimento mais rápido. Ela forma um colchão, uma superfície perfeita para a bola rolar. E em termos de manutenção ela também é muito rápida. Quando acontece um show num estádio, por exemplo, a Bermuda se recupera em mais ou menos uma semana.

Blog do AK: Nos estádios europeus, os gramados também são feitos com a Bermuda?

RG: Não, lá eles usam “gramas de inverno”, por causa do clima. A Bermuda não cresce bem no frio. O interessante é que as gramas de inverno também são usadas nos estádios brasileiros, na época em que começa a esfriar. É feito um processo chamado “over-seeding”, em você semeia a grama de inverno por cima da Bermuda. Isso é feito em praticamente todos os gramados do Sul e Sudeste do Brasil, inclusive no Maracanã. Quando os dias começam a ficar mais curtos, com menos sol e a temperatura cai, a Bermuda pára de crescer e é hora de usar a grama de inverno.

Blog do AK: A grama que você usa é plantada aqui no Brasil?

RG: Sim, em fazendas parceiras, com certificação de genética da grama. Mas trabalhamos também com sementes.

Blog do AK: Já li vários nomes diferentes, “Bermuda X”, “Bermuda Y”, existem tipos diferentes?

RG: Sim. A Bermuda tem variedades, a grama de inverno também tem umas três ou quatro. E está surgindo uma variedade da grama “Paspalum”, usada em campos de golfe, que pode chegar ao futebol no futuro. Chama-se “Seashore”. Ela tem ótimas características de crescimento no clima quente e não amarela. A fisiologia deste tipo de grama nos faz acreditar no seu uso no futebol. Ainda faltam testes de campo, coisa para mais um ou dois anos. Pode ser uma opção para a Copa de 2014, no Brasil.

Blog do AK: O que se passa com o gramado do Palestra Itália?

RG: O campo foi plantado no final de janeiro, com um compromisso de entrega para jogos o mais rápido possível, por causa dos interesses do Palmeiras. Aí aconteceu o show do Iron Maiden lá e prejudicou muito a grama, o que ficou evidente no segundo tempo do jogo contra a Ponte Preta. O que estamos fazendo agora já estava previsto. A drenagem melhorou muito, mas a grama ainda não. Estamos recuperando a grama, mas haverá mais dois shows nos dias 4 e 5 de abril. A nossa expectativa, e do clube, é tirar a cobertura colocada para o show no dia 7. E já tem jogo no dia 9. Eu acredito que, a partir do dia 7 de abril, em mais ou menos 30 dias, com manutenção normal do gramado, ele estará pronto. Mas não podemos prever como o gramado ficará após os dois próximos shows.

Blog do AK: Em condições ideais, sem que nada atrapalhe, quanto tempo é necessário para deixar um gramado totalmente pronto?

RG: Nas condições perfeitas, cerca de 60 dias. Nesta época do ano. No inverno, no mínimo 90 dias. Na Arena Barueri, tivemos 120 dias e o gramado só recebe elogios. Claro que você pode dar condições de jogo para um gramado em menos tempo, mas não é o ideal.

Blog do AK: E o Pacaembu, como está?

RG: No Pacaembu nós arrancamos a base e construímos uma nova. O gramado já foi todo plantado, está crescendo normalmente. Em tese, a nossa parte da obra já acabou, hoje é só manutenção. Estará pronto para o Campeonato Brasileiro.

Blog do AK: Como são feitas aquelas marcas ou faixas na grama, que parecem ter cores diferentes?

RG: Tem gente que pinta mesmo, mas é errado fazer isso. O certo é usar uns rolinhos na frente da máquina de cortar, que posicionam a grama de formas diferentes. O gramado fica perfeitamente uniforme, mas o corte diferente em determinadas posições, junto com o efeito da luz, provoca essa mudança de tonalidade.


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FICHA TÉCNICA PACAEMBU
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  Marcelo Stefani é World Sports